:) não consigo dar título a algo que me saiu tão naturalmente

O telemóvel toca. Mais uma chamada, o mesmo toque, a mesma inevitabilidade de levantar e ir buscá-lo para atender. Quando olha para o visor, sorri, pega no telefone e avança com passos largos para um local mais calmo onde possa falar à vontade.

"Olá", diz melosa, a uma voz que cada vez mais gosta de ouvir.

A chamada não vinha por acaso, ele queria estar com ela. Depois de alguns dias sem se verem, a saudade apertou, mas ela disse que não podia. Não foi não querer, não podia simplesmente. Porque a vontade de estar com ele, de abraçá-lo, de agarrá-lo com toda a força que tinha...essa vontade era forte, e pensava ela, suficiente para querer que ele viesse ter com ele, naquele momento, agora, já.

Mas não foram essas as palavras que saíram. "Tá bem". Mas está mesmo? Sim. Ou julgava que sim. Mas quando os planos que fazemos não correm como esperamos, nada está bem. E esse "tá bem", era só o que ele queria que ela ouvisse.

Desligou. Entrou. E quis o destino que ela lesse um texto, que a deixou a pensar. Um texto que veio no momento mais oportuno de sempre.

No fundo, ela está a aprender a criar esse laço, que durante tantos anos, tanto lhe custou a construir *

Tão simples...

«Nem tudo começa com um beijo mas muita coisa acaba à velocidade de uma passa. Duas pessoas. A cidade. Um moderno mundo em que o que mais nos une também nos afasta.
E a magia acontece...»

Joana Céu

Quando há músicas que são mais...




...do que músicas.



Grow up *